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 Lavagem de cólon ou hidrocolonterapia

Matt Damon, Fafá de Belém, Demi Moore...

O que estas celebridades têm em comum?

No mínimo, a experiência de passar por uma hidrocolonterapia ou apenas colonterapia - a lavagem de cólon - seja para sentir-se melhor, seja para melhorar a pele ou desintoxicar o organismo.

Eis um assunto que divide opiniões. De um lado, há aqueles que já fizeram o tratamento e gostaram; outros, nem tanto, mas também há os especialistas no assunto que advertem sobre os riscos da terapia.

A técnica consiste em uma série de 8 a 10 sessões de 45 minutos onde boa quantidade de água purificada é introduzida pelo reto, promovendo a "lavagem" do intestino grosso e, depois, expelida, levando junto as toxinas, impurezas que ficam grudadas paredes do órgão. Após o procedimento, o paciente ingere chá verde, pois seu intestino está limpo de impurezas mas necessita  voltar a receber alimentos de forma gradativa.

Não são poucos os que ressaltam os benefícios sentidos: a pele melhorou, o peso baixou, o pique está nas alturas, a prisão de ventre passou, etc. Mas os especialistas advertem: não obstante esses benefícios imediatos, pode ser perigosa a terapia que, em verdade, não se trata de novidade pois já era praticada no Egito antigo. Os riscos incluem casos de perda excessiva de minerais - o que pode afetar músculos, como o coração, perfurações do reto e até a transmissão de amebíase por falta de esterilização do equipamento.

Por causa desses contratempos e da carência de provas científicas a favor do tratamento, muitos médicos estão preocupados com os pacientes que vão às clínicas de colonterapia tratar desconfortos maiores do que a falta de brilho no cabelo, por exemplo. “Gente com dores de cabeça constantes ou cansaço profundo pode ter doenças que precisam ser diagnosticadas antes de fazer a colonterapia. Nesses casos, podem até piorar”, alerta o cardiologista Roberto d´Ávila, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Outros especialistas advertem ainda as pessoas que já sofrem de algum distúrbio intestinal como a diverticulite, por exemplo. Nesses casos, as conseqüências podem ser gravíssimas.

O ideal, então, para se tomar uma decisão tranqüila, é sempre consultar um médico para avaliar o caso, a viabilidade, os riscos, as necessidades, investir numa alimentação adequada para o intestino funcionar normalmente, ingerir fibras, frutas, verduras, evitando aqueles de difícil digestão e/ou absorção. Vida saudável é uma prevenção inquestionável.

fontes: bolsademulher - istoeindependente

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