Mulheres do Brasil

Imperatriz Leopoldina

Esposa de D.Pedro I, Imperador do Brasil

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Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo (Viena, 22 de Janeiro de 1797 - Rio de Janeiro, 11 de Dezembro de 1826), foi arquiduquesa da Áustria, primeira imperatriz do Brasil e, durante oito dias (em 1826), rainha de Portugal.

Cresceu no castelo de Schönbrunn até a data de seu casamento com D. Pedro de Alcântara, em 1817.

No castelo, seguramente deve ter apreciado os salões chamados de Bergl com pinturas murais de autoria de Johann Wenzl Bergl em 1770. As paisagens mostram paisagens europeias com uma visão do Trópico, do período final do Barroco. Nelas, a natureza é estudada, analisada, ordenada, planificada - uma série de tapeçarias do patrimônio de Luís XIV, com motivos de paisagens brasileiras, plantas e animais tropicais das coleções da América do Sul no antigo Jardim Botânico (hoje, o palmarium), e do zoo de Schönbrunn serviram como modelo.

Depois de chegar ao Brasil, para onde veio entusiasmada pois se interessava por botânica e mineralogia, acabou respeitando e amando o país. Havia vindo acompanhada por numerosos cientistas, botânicos e pintores.

Teve enorme papel nas negociações do casamento o Marquês de Marialva, o mesmo que negociara, aconselhado por Humboldt, a vinda para o Brasil da Missão Francesa.

Casou-se a 13 de maio de 1817 por procuração, em Viena, e depois em 6 de novembro de 1817 no Rio de Janeiro com D. Pedro de Alcântara, futuro Imperador D. Pedro I do Brasil e Rei D. Pedro IV de Portugal, filho de D. João VI e de Da. Carlota Joaquina de Bourbon, herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.

À chegada, a austríaca teria causado espanto aos reis, que esperavam uma bela princesa. Consta que era bonita de rosto, mas bastante gorda. O que não sabiam era ser extraordinariamente culta para sua época, com grande interesse pela botânica. A chegada, aliás, proporcionará a Jean Baptiste Debret ocasião para sua primeira intervenção. Teve 12 dias para ornamentar a cidade! Tinha um atelier no bairro do Catumbi, onde na sua qualidade de naturalista, faria mais tarde desenhos de plantas e flores para D. Leopoldina. Diria ele: «J’ai été chargé d’exécuter gracieusement pour elle quelques—uns de ces dessins, ce qu’elle (l’impératrice) osait demander, affirmait-elle, au nom de sa soeur, l’ancienne impératrice des Français.» (ou seja, fui encarregado de executar graciosamente para ela alguns desenhos que ela ousava pedir, dizia, em nome de sua irmã, antiga imperatriz dos franceses.» Pois esquece-se que uma irmã mais velha de Leopoldina foi Maria Luísa,a segunda esposa de Napoleão. No atelier, Debret desenharia os grandes uniformes de gala da corte, em verde e ouro, as condecorações do novo Estado, como a Coroa de Ferro criada por Napoleão em 1806 para o reino da Itália. Debret desenharia ainda as insígnias da Ordem do Cruzeiro do Sul, comparáveis à da medalha da Legião de Honra, e as da Ordem da Rosa, instituída em homenagem a uma neta adotiva de Napoleão, D. Amélia de Leuchtenberg ou de Beauharnais, duquesa de Leuchtenberg.

O historiador Carlos Oberacker em seu livro «A Imperatriz Leopoldina - Sua Vida e Sua Época», narra que era exímia caçadora e que acompanhou o marido em caçadas na planície de Jacarepaguá durante a lua-de-mel. Ali, na sacristia da Igreja Nossa Senhora da Penha, existe uma cadeirinha, que, segundo a tradição, serviu a Dona Leopoldina. Mais tarde, a cadeirinha foi usada por D. Teresa Cristina, esposa de D. Pedro II (1825-1891).

Morreu no Palácio de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1826. Seu corpo, revestido do manto imperial, foi colocado em três urnas: a primeira de pinho português, a segunda de chumbo (com a inscrição latina própria, sobre a qual havia uma caveira com duas tíbias cruzadas e, sobre esta o brasão imperial em prata) e a terceira de cedro.
Morreu no Palácio de São Cristovão, na Quinta da Boa Vista, bairro na zona norte do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1826. Seu corpo, revestido do manto imperial, foi colocado em três urnas: a primeira de pinho português, a segunda de chumbo (com a inscrição latina própria, sobre a qual havia uma caveira com duas tíbias cruzadas e, sobre esta o brasão imperial em prata) e a terceira de cedro.

Foi sepultada no Convento da Ajuda, na atual Cinelândia. Quando o convento foi demolido, em 1911, os restos foram transladados para o Convento de Santo Antônio, também no Rio de Janeiro, onde foi construído um mausoléu para ela e alguns membros da Família Imperial. Em 1954, foram transferidos definitivamente para um sarcófago de granito verde ornado de ouro, na Capela Imperial, sob o Monumento do Ipiranga, na cidade de São Paulo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


 
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